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Cala a tua boca com a minha. [entries|archive|friends|userinfo]
Cala a tua boca com a minha.

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change [Jul. 16th, 2004|11:32 am]
Cala a tua boca com a minha.
Este livejournal está com imensos problemas desde o início. Não consigo responder aos comentários, nem adicionar ninguem. Quero, por isso, pedir as mais sinceras desculpas aos que me leem, aos que comentaram e aos que me adicionaram. Se não vos ( cor)respondi foi porque me era impossível. No entanto, isto continua aqui, www.livejournal.com/users/happy_song. Adicionar-vos-ei daquele lado. Ficaria muito grata se aparecessem por lá. Mesmo. Obrigada. *
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tenh(mo)s o mundo ao contrário. [Jun. 5th, 2004|12:20 pm]
Cala a tua boca com a minha.
[music |Black Ballon - Goo Goo Dolls]

O Verão que eu tanto proclamava chegou sem avisar. Um tremendo engano. Como ele os problemas. Apetece-me morrer para o mundo, literalmente. M.O.R.R.E.R. Acabem os telemóveis, os telefones, as campainhas, os carros, os autocarros, as pessoas. As pessoas... acabem tanto.

A minha afilhada nasceu no meio deste caos que é a minha vida ultimamente. Deram-lhe o nome de Maria do Mar. E toda ela é realmente mar, os olhos de um azul intenso, um cheiro intenso a maresia. É a calma nos dias escuros, a luz na noite. Maria do Mar. A esperança.

Acabei mesmo antes de começar.
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(no subject) [Jun. 2nd, 2004|06:06 pm]
Cala a tua boca com a minha.
[mood |sick,sad, missing]
[music |os gritos do ricardo a dizer q era a hr dele estar no pc]

Gostava de poder desenhar-te um triângulo em que os lados fossem apenas nós os dois. Se a minha professora da primária visse isto, de certo que ficaria com os cabelos em pé, afinal todo aquele esforço para me explicar que os triângulos têm três lados teria sido inútil. Mas não foi, acredita que não. Descobri que as coisas podem ser como nos quisermos, basta acreditar. Os triângulos podem ter mesmo dois lados, pode ser sempre Verão e toda a gente pode ficar, de repente, mais simpática. A distância cura-se com o tempo e o mar cabe dentro da minha caneca favorita.
Outra coisa que também só a pouco descobrir é que as mentiras não são necessariamente uma coisa má, ou menos boa. Não, elas ajudam-nos a crescer. A minha avó costumava dizer que a maldade do mundo nos torna pessoas melhores. O que nunca me coube na cabeça: o mal nunca pode trazer o bem. Penasava eu, ingenua. A verdade é que a mentira, a injustiça e todas essas coisas menos positivas nos fazem sempre um bem incrível. Aposto que também já o descobriste.
Há nove meses que o Verão não quer chegar e nem a ideia de que pode existir dentro de mim me faz acreditar. As vezes é tão difícil acreditar, no que quer que seja. Nas coisas grandes e até nas mais pequeninas. É que, na maior parte das vezes, a importância está no pequeno pormenor; é no fundo da minha caneca que está o mar. O cheiro do mar misturado com o sabor do teu sorriso. O meu melhor amigo sempre disse que os sorrisos têm sabores e que o meu era o de caramelo. E eu teimei em não acreditar. Hoje, sei de cor o sabor de todos os sorrisos, mesmo os mais pequenos.
Se te pudesse dar algo seria uma estrela. Uma estrela verdadeira. Para que iluminasse sempre o teu caminho. Para que nunca ouvesse escuridão absoluta na tua vida. Para que quando precisasses de "ver" mais além, te pudesses refugiar nela. Para que te lembrasses e te recordasses sempre de mim, mesmo depois de eu desaparecer. Uma casa encantada em forma de estrela, com luz natural. Deixava-te lá um livro de poesia escrito por mim e com uma dedicatória para ti. De mim, para ti. Sempre assim. Uma estrela com um mecanismo de corda que desse música, sempre que assim o quisesses. Uma estrela com música. Por mais infantil que pareça, é do meu fundo. É no fundo que está a essencia, eu sei. É lá no fundo, onde podem existir triângulos de dois lados, onde é Verão todo o ano, onde não há mentiras, onde as coisas más nos transformam, mas onde as boas já fizeram o seu "trabalho", onde se oferecessem estrelas a pessoas especiais, e onde a saudade e a distância são palavras que já foram banidas do dicionário que eu quero ficar contigo. Aqui, ao fim de tudo. No fundo de tudo.
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but i was wrong... [May. 1st, 2004|01:47 pm]
Cala a tua boca com a minha.
[music |Linger - Cranberries]

Se eu te dissesse que a felicidade é isto? Que é acordar e ver o sol brilhar lá fora ( alguma vez te contei que adoro dias cheios de sol? perdoa-me se não o fiz antes. ), que é ficar aqueles minutos ainda deitada, meio ensonada, a ver os passaros dançar lá fora. Que é olhar para todas as fotos que forram as paredes do meu quarto e saber-te ( vos ) aí, mesmo que separados por algumas curvas de quilómetros. Se eu te contar baixinho que a felicidade pode ser isto, sim. Só isto. Como alguém que só vimos meia dúzia de vezes aparecer perto de nós a cantar aquela música de que tanto gostamos. E nós gostamos de tantas, tantas ao mesmo tempo. O que faz crescer a probabilidade de existir alguém que se cruze connosco a cantar uma delas, qualquer uma. Aliás, nem precisa de ser isso. A música, só por si, é felicidade. Se pudesse, gostaria de ter uma profissão ligada a música, talvez musicóloga ou professora de Conservatório. Era o que é queria quando era mais nova. E eu ainda sou tão nova, não sou? Tu sabes que sim. Sabes que em mim tudo é música ainda. Como nos concertos do Conservatório de que eu tanto gostava. E a felicidade é só isto. Como fechar os olhos e ver o teu sorriso. E ele aparece tão depressa, nem é preciso fechá-los com muita força. Porque não experimentas fazer o mesmo? Fecha-os devagar. A felicidade é tudo isso aí, o que tu ves sem muito querer. Vou até mais longe, se mo permitires. Tu és a felicidade. Sim, tu mesmo. Desculpa se te estou a fazer transportar tamanha responsabilidade, mas é assim que o sinto. Tu também podes ser a felicidade. E para mim és. Tanto. A felicidade suave. Há tantas músicas que gostava de dançar abraçada a ti e nunca to disse. E não é por cobardia, eu acho que não. É por saber que um dia isso vai acontecer e por saber que posso esperar. Esperar é felicidade também. Esperar por ver o teu sorriso, saber que faltam poucos dias, poucas horas. Pouco tempo. Descobrir depois que nem segundos faltam, não falta nada. Porque tu estás em tudo o que sou. Estas aqui até, nestas palavras que te escrevo. E estás lá sempre, quando eu acordo no meio do sol que tanto gosto, quando a minha colega aparece a cantar Incubus, quando eu danço em frente ao espelho. Tu estás. No cheiro dos meus livros, quando os abro devagar e encontro o teu perfume e os abraço com força. Porque são ao mesmotempo Tu. Um dia vou-te abraçar até doer e tu vais descobrir a felicidade que te vou ensinar.
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I want to thank you...and you...and you. [Apr. 15th, 2004|11:23 pm]
Cala a tua boca com a minha.
Apetecia-me dizer qualquer coisa. Mas não sei por onde começar. E muito menos onde parar. Só gostava de agradecer a todas aquelas pessoas ( vocês sabem quem são. ) por tornarem o mundo um lugar encantado, por tornarem a a minha vida mais colorida. Amo-vos.
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Agarra-te ao meu peito em chamas. [Apr. 4th, 2004|02:16 pm]
Cala a tua boca com a minha.
[music |Bigger than my body - John Mayer]

Eu já quis mudar o mundo. Desisti, como todos fazem. Mudar as coisas dá muito trabalho, cansa. E cansados já andamos da vida que temos e não gostamos. Cansaço ao quadrado, não. Chega. Eu também já quis mudar o mundo, como tu quiseste. E desististe. Fizeste mal, sabias? O mundo precisa de pessoas como tu, que acreditem que ainda há algo a salvar. Como eu. Que acredito, mas que finjo que não. Sabes?... Não me quero cansar mais. Sou egoísta, como tu és. Nós somos egoístas. Eles também são. Somos todos. E incrédulos, o que é pior. Sim, pior. Só acreditamos naquilo que vemos. E tocamos. Como gostamos de tocar. Tudo. Uma atracção entre nós e tudo aquilo que tocamos. Um íman. E como queremos tocar tudo.Texturas, cores. O céu, eu queria tocar no céu. Chegar lá e senti-lo nos meus dedos, a desfazer-se, não importa. Ver a tua pele desfazer-se entre mim. Devagar, com cuidado. Ser eu a desfazê-la. Até me cansar. Como fiz com o mundo, cansar-me de ti como me cansei de mudar as coisas. De te mudar. Tu és o mundo. Não te canses tu, anda lá. Estou cansada de estares cansado, cansada de estar cansada. Ainda estamos a tempo, anda lá. Vamos mudar o mundo, a ti, a mim. Salta daí, acorda do sono em que dormes a cada segundo sem nada fazer. Estas a morrer e nem sentes, já viste? Tu que sempre soubeste que ias morrer contra um Pinheiro. Não, morres em cada fracção do tempo, e nem sonhas. Quando chegares a esse pinheiro já não és tu, o que foste. Isso, levou-te o tempo com quem nem te quisseste bater. Nem te mexeste. Não te mexes. Ficas aí a ver passar o tempo, ou a ver passar a tua vida, é o mesmo. Não sabias? É o mesmo, sim. Ensinaste-mo tu. Vê bem como são as coisas, acabaste por me ensinar uma coisa que nem tu próprio sabes que sabes. Percebes? Eu sei que há coisas complicadas de se entender, como tu.Tu és uma coisa complicadíssima de entender. Muitos mecânismos ligados e inter-ligados. Muita fome. Muita febre. Muito de ti. És um excesso que me cansa, como o mundo. Mas tu és o mundo, e nem sabes. É por causa do sentido que não está nas coisas, mas em ti. Em cada um de nós. É por isso que quando eu grito vermelho, tu choras azul. É por isso que quando eu quero chegar ao céu, tu te desfazes em peles. Em texturas de outros corpos. Matas-te, devegar. Sem de ti teres pena. É terrível não termos pena de nós mesmos. Isso não sabes, penso. É que se tu não tiveres pena de ti, eu não vou ter. Nunca, acredita. É como o gostar, mas no sentido inverso. Complicado. Complicados são os mecânismos de que és feito. Reacções químicas que fazes explodir a cada toque. Sempre necessitas-te de tocar para acreditar. Enquanto isso, eu balouço nas nuvens. Porque eu acredito, eu penso que acredito. É quase o mesmo, ou mesmo o mesmo. Mesmo sem tocar. Mesmo sem te tocar. A minha mão gelada no teu peito quente. Tão quente. Muitas reacções químicas simultanêas, se é que me entendes. As minhas mãos geladas pelo mundo. Arrefeceram durante o tempo em que demorei a acreditar. Agora já não tenho tempo a perder, como tu não vais ter um dia. Um dia destes, tem cuidado. Abre bem os olhos, e acredita. Não queiras tocar em tudo. Em tudo aquilo que não é teu. Nunca vai ser, por isso não toques. Como eu não toquei no teu peito em brasa. Porque sabia. Sabia que nunca ia ser meu. Que nunca serias meu. Não toques, vê por onde passeias os teus olhos. Por onde deixas as tuas mãos. Elas têm vida, tem atenção. Nem vais dar por isso.


Salta daí, vamos mudar o mundo. Já temos pouco tempo, corre. Junta a tua mão queimada á minha gelada. Ainda chegamos ao céu um dia destes, vais ver. Mas, vem depressa. Não temos tempo a perder, sabes?
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i'm poor, but i'm kind [Apr. 4th, 2004|01:15 pm]
Cala a tua boca com a minha.
[music |Sunrise - Norah Jones]

Acordo cada dia mais apaixonada pela vida. Transbordo vida em cada poro da minha pele. Pouco queimada para o meu gosto. Gostava de estar em todos os sítios ao mesmo tempo.Omnipresença desfigurada.Se só houvesse um só sentido, seria meu.Desfilo entre os dedos da tua vida. Movo-me entre artifícios escaldantes. E adoro pessoas. É como o prazer de vestir uma saia e vê-la rodar ao vento. Ou gritar um disparate com uma amiga e esperar a resposta do eco. Porque é sempre a volta da nossa voz que esperamos. Nada mais. Isso, aprendi-o cedo, demais. O meu amor em cruz - Pai, Filho e Esírito Santo. Ainda não percebi porque é que Deus não deu elevados dotes musicais ao sexo feminino. Ainda bem,lembro-me. Assim pude ter uma paixão pouco conturbada por Mozart. Apenas separados por algumas dúzias de marfim branco, bem intercalado com preto e bastantes curvas do tempo. Agora que penso nisto, fico em dúvida sobre a minha visita ao passado: Mozart ou Fernado Pessoa? "A tua complicação complica-me, cachopa tonta." Pai, Filho e Espírito Santo. A simplicidade brutal que não vem nos livros, que não está necessáriamente nos artificias cálculos de matrizes ou de preço de equilíbrio. Mas sim a que está nas minhas sabrinas de ballett gaurdadas com um laço cor-de-rosa, nos meus livros, de rapazes que amam ( para sempre ) raparigas e todo um conjunto de ( pequenas ) grandes coisas que me fazem sentir em casa. Como dançar descalça no terraço da minha avó. Please, tell me lies...
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hoje é o primeiro dia. [Mar. 5th, 2004|04:40 pm]
Cala a tua boca com a minha.
[music |Fim - Toranja]

Já há algum tempo que visito esta comunidade. Nunca comentei nenhum live journal por não gostar muito da designação de "anónimo". Finalmente consegui um espaço só meu.
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